Terra a vista
meu navio agora tem um ponto fixo
Aquele ponto verde no horizonte
Agora uma faixa verde
Agora uma parede verde
Agora umas montanhas verdes.
O casco encaixa na sua sombra na areia
Molho meus pés na água antes de mergulhar
Caminho na praia e olho para frente
A minha frente, o desconhecido.
Levo comigo apenas um facão
Vou sozinho, meus companheiros não podem me acompanhar
Eu não vejo o caminho por onde piso, apenas sei que é a aqui que devo colocar meu pé
É aqui que eu quero virar, à direita, ali à esquerda
Não por ali, mas por aqui
Siga em frente, para cima, para baixo, para dentro.
Para achar o quê?
Para não achar, mas para criar e então descobrir.
Sim, quem descobriu fui eu, mas só porque eu pude criar.
Atrás dessas montanhas há um espaço plano.
Ali, no meio de dois rios fundarei um colégio.
Ali, no meio de dois rios ensinarei as letras.
Ensinarei as letras a se porem na ordem certa.
Enfileirarem-se, em versos, em falanges.
Letras que avançam com falanges, ao toque de uma marcha.
Para cima, para baixo, para dentro.
Inventando além de onde eu vejo, tateando.
