Que iludidos nós somos ao pensar que deixamos de ser criancinhas. Conduzimos nossas vidinhas tão preocupadamente, tentado equilibrar tudo, com tantas incertezas e indecisões e arrependimentos. Tão frágeis! Somos tão inábeis quanto as criancinhas pintando com os dedos sujos de tinta guache uma "obra de arte".
- Papai, tá bonito?
- Tá lindo, meu amor!
Saturday, November 28, 2015
"Sobrevivi e sobreviverei" ou "Uma homenagem a uma boa amiga"
Monday, November 23, 2015
Verklärte Nacht
é tarde da noite depois de muito rolar em minha cama, em vão, insone, levanto-me e sento, resignado, meio por irritação meio por meiossonho. Um arrepio brota do baixo de minhas costas nuas e se espalha pela minha pele como labaredas que sobem por meus poros e pêlos, no ar frio da noite. De algum lugar, subindo pelas paredes, o tiquetaque do relógio, constante metrônomo de melodia nenhuma, a devorar as horas que o meu sono se recusa e engolir, lentamente, arrastadamente, como um velho que de légua em légua percorre reinos e reinos... séculos.
mas lá fora chora uma garoa silenciosa, singela, tímida, quase que seca em sua raridade, sua indecisão, seu será? de longe distante quase como dos tímpanos de outrem que se vai, chegam-me os sons de outros seres, noturnos, apagados como os jornais vencidos que forram as calçadas eles caminham sem rumo nem voltando nem indo de lugar nenhum... como a garoa tímida que lhes aborrecem a franja.
mas meus olhos, cansados dos semiescuro de meu quarto, procuram por qualquer coisa de vivo, qualquer sensualidade de sombra borrada, e acham o borrão de coisa nenhuma, de incerteza se viu-não-viu... Ou sonhei?
Pouso os pés no chão, pisotateio derrotado e acendo devagarzinho o abajour sem pressa... pego no papel e arranho o rouco grafite dessas linhas linhas burras, frescas como a remela que nasce dos meus cílios rebeldes, irritadiços, cadentes, azarados
lento, o Estômago acorda, caprichoso mimado, da latência distraída de jejuar, e resmunga, grita, chora por qualquer pão seco. Sou generoso! não me economizo com pão seco,, desço um pedaço de queijo perfumado sim, dourado como o dia que vem, mas muito mais deliçioso e gentil. desço logo pela garganta também a asperezza do meu café-amargo-de-cada-dia a sacudir-me a gastrite a esbofetear-me o ânimo como um capitalista a ralhar cos seus proletários "acordem formigas!"
Minhas correias polias engrenagens alavancas começam a acelerar girar girar. Quando dou por mim estou cumprimentando meus contidianos no trabalho, tão distraídos como eu lá fora a garoa começa a se recolher como cortina prometendo abertura de peça que os atores esqueceram-se, e a platéia despercebida continua a resmungar suas pequenices, mal notam quando entra tímida uma menina... Não logo se vai, deve ter errado a entrada.
mas lá fora chora uma garoa silenciosa, singela, tímida, quase que seca em sua raridade, sua indecisão, seu será? de longe distante quase como dos tímpanos de outrem que se vai, chegam-me os sons de outros seres, noturnos, apagados como os jornais vencidos que forram as calçadas eles caminham sem rumo nem voltando nem indo de lugar nenhum... como a garoa tímida que lhes aborrecem a franja.
mas meus olhos, cansados dos semiescuro de meu quarto, procuram por qualquer coisa de vivo, qualquer sensualidade de sombra borrada, e acham o borrão de coisa nenhuma, de incerteza se viu-não-viu... Ou sonhei?
Pouso os pés no chão, pisotateio derrotado e acendo devagarzinho o abajour sem pressa... pego no papel e arranho o rouco grafite dessas linhas linhas burras, frescas como a remela que nasce dos meus cílios rebeldes, irritadiços, cadentes, azarados
lento, o Estômago acorda, caprichoso mimado, da latência distraída de jejuar, e resmunga, grita, chora por qualquer pão seco. Sou generoso! não me economizo com pão seco,, desço um pedaço de queijo perfumado sim, dourado como o dia que vem, mas muito mais deliçioso e gentil. desço logo pela garganta também a asperezza do meu café-amargo-de-cada-dia a sacudir-me a gastrite a esbofetear-me o ânimo como um capitalista a ralhar cos seus proletários "acordem formigas!"
Minhas correias polias engrenagens alavancas começam a acelerar girar girar. Quando dou por mim estou cumprimentando meus contidianos no trabalho, tão distraídos como eu lá fora a garoa começa a se recolher como cortina prometendo abertura de peça que os atores esqueceram-se, e a platéia despercebida continua a resmungar suas pequenices, mal notam quando entra tímida uma menina... Não logo se vai, deve ter errado a entrada.
December 21st, 2012
T'was the day the world was'possed to end
I looked through the window, t'was bright white
No, the world hadn't ended, only my own
Snowless past, for t'was bright white outside
Outside smiled icy and wet, the smell of cheer
My heart raced, my lips cracked, my eyes dryed, and I smiled
For it was bright white outside.
The day theworld was'possed to end, I smiled
For that was the day I first saw snow
And it was bright white outside.
I looked through the window, t'was bright white
No, the world hadn't ended, only my own
Snowless past, for t'was bright white outside
Outside smiled icy and wet, the smell of cheer
My heart raced, my lips cracked, my eyes dryed, and I smiled
For it was bright white outside.
The day theworld was'possed to end, I smiled
For that was the day I first saw snow
And it was bright white outside.
Saturday, November 21, 2015
SEJAMOS TODOS FOBOFÓBICOS!
Sou completo, complexo, convexo
Sou e não sou reflexo.
Não somos todos interanexos?
"Cada um de nós carrega a sua própria história
E cada ser em si carrega o dom de ser capaz e ser feliz"
Somos ímpares e plurais - carregamos todos traços próprios e traços compartilhados. Não tenho os traços de Van Gogh, nem poderia tê-los. Não sou Van Gogh! Mas nossa "loucura" não é a mesma? Atrevemo-nos a engordar as estrelas desse pálido céu, atrevemo-nos a admirar a esfericidade de cada uma. E ousamos, talvez, pois sabemos que apenas sua livre e espontânea manifestação que compõe a bela e única constelação de uma noite estrelada.
Quem sou eu? Quem sou eu para impor às estrelas minhas pinceladas, minhas palavras, minhas acusações e blasfêmias, senão para elogia-las? Cada estrela tem sua própria história, é esférica, completa, complexa, convexa, e cada estrela em si carrega o dom de ser capaz e ser feliz.
Mas ora, não sejamos juvenis! Todos sabemos que estrelas são bolas explosivas de gás, nada mais! Se meras bolotas cósmicas inspiram tanto à arte e a mim, que dirá pessoas? Elas, que são mais esféricas, completas, complexas, convexas e carregam inda mais dons e amores e primores. Se não imponho minhas pinceladas, palavras, acusações, blasfêmias às estrelas, pois então por que iria impô-las a pessoas? Quem sou eu para escolher por outrem os traços usados, que o definem? já que NINGUÉM teve sucesso ao tentar escolher os meus por mim!
É, Cazuza, eu também
Tô cansado de tanta babaquice, tanta caretice
Desta eterna falta do que falar...
Me entristeço ao ver tantos condenarem as mesmas manifestações de amor que dizem ser "falta de vergonha na cara" e, a cada jogo de futebol, repetirem hipócrita,
mecânica a catacreticamente "Brasil, de AMOR eterno seja símbolo o lábaro que ostentas estrelado". Por isso, meus amigos, CONVIDO-LHES a admirar fraternamente a cada estrela-pessoa desse nosso impávido colosso, mata-borrão celeste, que já tanto chupou manchas torturadas nos últimos 515 anos.
VIVA AO ORGULHO INDIVIDUAL, VIVA A DIGNIDADE, VIVA A FRATERNIDADE, VIVA O BRASIL! Meu Brasil...Entre outras mil
Sou e não sou reflexo.
Não somos todos interanexos?
"Cada um de nós carrega a sua própria história
E cada ser em si carrega o dom de ser capaz e ser feliz"
Somos ímpares e plurais - carregamos todos traços próprios e traços compartilhados. Não tenho os traços de Van Gogh, nem poderia tê-los. Não sou Van Gogh! Mas nossa "loucura" não é a mesma? Atrevemo-nos a engordar as estrelas desse pálido céu, atrevemo-nos a admirar a esfericidade de cada uma. E ousamos, talvez, pois sabemos que apenas sua livre e espontânea manifestação que compõe a bela e única constelação de uma noite estrelada.
Quem sou eu? Quem sou eu para impor às estrelas minhas pinceladas, minhas palavras, minhas acusações e blasfêmias, senão para elogia-las? Cada estrela tem sua própria história, é esférica, completa, complexa, convexa, e cada estrela em si carrega o dom de ser capaz e ser feliz.
Mas ora, não sejamos juvenis! Todos sabemos que estrelas são bolas explosivas de gás, nada mais! Se meras bolotas cósmicas inspiram tanto à arte e a mim, que dirá pessoas? Elas, que são mais esféricas, completas, complexas, convexas e carregam inda mais dons e amores e primores. Se não imponho minhas pinceladas, palavras, acusações, blasfêmias às estrelas, pois então por que iria impô-las a pessoas? Quem sou eu para escolher por outrem os traços usados, que o definem? já que NINGUÉM teve sucesso ao tentar escolher os meus por mim!
É, Cazuza, eu também
Tô cansado de tanta babaquice, tanta caretice
Desta eterna falta do que falar...
Me entristeço ao ver tantos condenarem as mesmas manifestações de amor que dizem ser "falta de vergonha na cara" e, a cada jogo de futebol, repetirem hipócrita,
mecânica a catacreticamente "Brasil, de AMOR eterno seja símbolo o lábaro que ostentas estrelado". Por isso, meus amigos, CONVIDO-LHES a admirar fraternamente a cada estrela-pessoa desse nosso impávido colosso, mata-borrão celeste, que já tanto chupou manchas torturadas nos últimos 515 anos.
VIVA AO ORGULHO INDIVIDUAL, VIVA A DIGNIDADE, VIVA A FRATERNIDADE, VIVA O BRASIL! Meu Brasil...Entre outras mil
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