Abro os olhos. O gramado está escuro, iluminado apenas por uma fraca luz que vem de cima, tímida. Olho para cima e vejo dois pássaros que parecem brincar. De suas penas fulgura luz, como se eles fossem estrelas vistas de perto. Um, alvo como a neve, outro, dourado como chamas. Eles cantam em dueto, acompanhados pelas cordas de lugar nenhum. Deito-me na relva, acima de mim prossegue o balé de luzes. As vozes dos pássaros parecem declamar versos em uma língua que eu quase consigo entender...
Toca o despertador. Abro os olhos, limpo as lágrimas. Levanto da cama, deixo os lençóis, vazios. Mais um dia, menos um dia.
No comments:
Post a Comment